• Associação do Bom Humor

Um pouco sobre a importância do Riso e do Bom Humor

Atualizado: Jun 22

O homem ri e faz rir. Isso o caracteriza e diferencia por excelência. Talvez por isso haja muito a se aprender com o riso e sobre o riso...

Rir nos humaniza, nos conecta, nos reúne, nos ajuda a superar medos e suportar as pressões da vida, tirando a excessiva dramaticidade que possamos dar aos fatos por estarmos emocionalmente envolvidos, dando o distanciamento necessário para enxergá-los com clareza e, quiçá encontrar soluções até então impensáveis para dilemas e problemas.


Rir, num sentido mais amplo, é tão vital como respirar, pois nos renova. Chegar a rir de si mesmo demonstra uma sadia maturidade e segurança sobre quem se é de fato.

As figuras cômicas sempre estiveram presentes na história da humanidade, independente do nome ou da circunstancia em que aparecessem. Grandes governantes tiveram os famosos “bobos” ao seu lado, para orientar e dizer as verdades que os cortesãos não se atreviam. A comédia, com sua agudeza e sagacidade também cumpriu e cumpre um papel fundamental na sociedade.


Além disso, nos últimos anos comprovações científicas tem validado a expressão popular “Rir é o melhor remédio”. É cada vez mais significativa a relação entre bom humor, bem estar e saúde integral. Da mesma maneira, pessoas rancorosas, estressadas ou amarguradas correm maior risco de adoecerem, sofrerem mais com dores crônicas ou demorarem a recuperar-se.


Afinal, como o riso afeta nosso organismo e por que pode ser considerado um método auxiliar no processo curativo?


Mediadores químicos cerebrais, como a serotonina ou as endorfinas que o corpo segrega geram uma sensação de euforia que alimenta o organismo com uma pequena dose de alegria quando uma pessoa ri.

Além disso, o riso produz no corpo um efeito analgésico e traz benefícios do ponto de vista imunológico, como demonstra o progresso positivo dos enfermos que são tratados com doses constantes de bom humor.


O riso traz ainda uma série de outros benefícios, por exemplo: estimula o sistema muscular (especialmente os músculos da face, abdômen e tórax, que se contraem e relaxam com grande velocidade, melhorando seu tônus), o sistema respiratório (pode até duplicar a freqüência normal de um ser humano em repouso, com isso a rapidez com que o ar viciado sai dos pulmões se multiplica, permitindo a entrada de ar oxigenado com maior velocidade, mesmo nas áreas mais recônditas dos pulmões. Também duplica a oxigenação dos tecidos, que rejuvenescem e aumentam suas possibilidades metabólicas), o sistema circulatório (uma gargalhada é capaz de incrementar a velocidade do sangue, além de aumentar levemente a pressão arterial. Isto consegue limpar as paredes arteriais de pequenos acúmulos de colesterol).


Rir, mesmo que de uma simples careta, é uma manifestação concreta de complexas associações e conexões cerebrais. Esses processos podem ser produzidos por fatores puramente químicos e por outros afetivos. Uma gargalhada une, por assim dizer, o corpo e o espírito.


De forma objetiva: No cérebro, quando rimos de uma piada, acontece algo extraordinário - aproximadamente dois segundos depois de ouvi-la, ativam-se certas áreas do córtex cerebral responsáveis pela recordação e memória.


Isto porque, para podermos rir, devemos ser capazes de recordar o início da piada.

Há outras zonas do hemisfério posterior esquerdo que nos ajudam a reconhecer intenções e, as próximas à área de Broca, se conectam dando sentido à linguagem, símbolos e signos. Além da agradável sensação de “fogos de artifício” produzida no cérebro quando entendemos a piada, ocorre uma desativação no lóbulo frontal, que permite relaxar-se e rir, simplesmente, diminuindo a rigidez do controle.


Tudo isso sem contar que se trata de um bálsamo para o espírito, pois cada vez que uma pessoa ri, denota um estado de ânimo positivo. E, sendo a risada e o bom humor tão contagiosos como um bocejo, o melhor para a saúde geral é: QUE SE ESPALHEM!!!

Contribuição da: Andrea Medeiros Palhaça, atriz e voluntária no projeto Compartilhando Riso andrea@compartilhandoriso.com.br



Referências:


BERGSON, Henri. O Riso – ensaio sobre a significação do cômico. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 2ª edição,. 1983, 99p


RIO, Juan Carlos del. La risa como método curativo. Lima-Peru: Editorial Nueva Acropolis,. 1ª edição, 2009, 26p.


CASTRO, Alice Viveiros de. O Elogio da Bobagem – Palhaços no Brasil e no Mundo. Rio de Janeiro: Editora Família Bastos,. 2005, 280p

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